Recreio, MG: A presença dos Estrangeiros

A contagem populacional de 1872 é o primeiro documento mais seguro para o exame da composição de moradores por nacionalidade. Dificilmente podemos identificar os imigrantes das décadas precedentes. Sendo assim, é comum estabelecer aquele ano como primeiro momento da análise.
No distrito de Conceição da Boa Vista viviam 301 estrangeiros na época. Entre eles, 160 africanos escravos e 7 africanos livres. O estudo desta parcela da população é sobremaneira dificultado pela falta de especificação dos registros.
Das demais nacionalidades foram contados:
- 7 homens franceses, (3 solteiros e 4 casados);
- 13 homens italianos, (6 solteiros e 7 casados);
- 102 homens portugueses, (38 solteiros, 32 casados e 12 viúvos);
- 8 mulheres portuguesas (5 casadas e 3 viúvas);
- 3 homens suíços (1 solteiro, 1 casado e 1 viúvo);
- 1 mulher suíça, casada.
De modo geral, é possível identificar os componentes deste grupo de estrangeiros através dos registros paroquiais e civis. Entretanto, no que se refere aos portugueses a pesquisa pode não atingir um bom resultado porque nem sempre o padre e o escrivão indicavam a nacionalidade.
O recenseamento de 1890 indica a presença de apenas 276 estrangeiros no distrito de Conceição da Boa Vista. Em busca de outros informes a respeito, consultamos os livros das hospedarias e observamos que os imigrantes europeus chegaram na região a partir de 1870, com aumento significativo nos anos de 1888 e 1889. Mas até o momento encontramos referência à estação de Recreio, como local de desembarque dos imigrantes, em 1895 e 1896. Segundo os livros da Hospedaria Horta Barbosa, os contratados nestes anos seguiram para a Fazenda Belmonte, de Theophilo Barbosa da Fonseca Moura.

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