06 Fevereiro 2009
04 Outubro 2007
5 de outubro de 1903
Morre em Recreio, Ignacio Ferreira Brito.
Filho de Manoel Ferreira Brito e Maria Josefa da Silva, com seu irmão Francisco Ferreira Neto foi fundador do distrito de Recreio.
Foi proprietário da Fazenda do Recreio, contígua à Fazenda das Laranjeiras, da qual foram desmembrados também os terrenos cedidos à Estrada de Ferro Leopoldina para passagem dos trilhos e construção da Estação.
Em janeiro de 1864 tomou posse como Juiz de Paz de Conceição da Boa Vista. Em abril de 1869, comprou uma casa de morada no largo da Matriz daquele distrito. Nesta casa foram realizados atos eleitorais na década de 1880.
Em 1870 foi qualificado como cidadão elegível do Colégio Eleitoral de Leopoldina. Quatro anos depois foi nomeado Subdelegado em Conceição da Boa Vista.
Em 1885 promoveu o aforamento das terras que foram ocupadas pelos primeiros moradores do então Arraial Novo, mais tarde o distrito de Recreio.
Casou-se com Mariana Ozória de Almeida, filha de Joaquim Cezário de Almeida e Luciana Esméria de Almeida. Foram seus filhos Altiva, Ana, Honória, José Augusto, Marcos, Maria Venância, Tereza Flauzina, Constança Egídia e Querino Ferreira Brito.
05 Setembro 2007
Em outros setembros, aconteceu em Recreio
1 set 1888 – casamento de José Celestino Ferreira Neto, filho de Francisco Ferreira Brito e Messias Rodrigues Gomes, com Virgínia Ferreira Neto, filha de Antonio Ferreira Neto e Maria Teodora Neto
2 set 1878 – nasce Francisco Rodrigues Gomes, filho de João Rodrigues Gomes e Messias Ferreira Damasceno
4 set 1897 – casamento de Frankelino Baptista de Almeida, filho de João Batista de Almeida e Augusta Maria da Conceição, com Alcina Ferreira de Almeida, filha de Antonio Bernardo de Almeida e Maria Venância de Almeida
5 set 1892 – casamento de Emílio Augusto Pereira Pinto, filho de Francisco de Paula Pereira Pinto e Carolina Rosa de São José, com Hermínia Cândida Ramos, filha de Antonio José Alves Ramos e Amélia Carolina Pereira Pinto
5 set 1908 – casamento de Francisco D' Almeida, filho de Lino José de Almeida e Antonia Carolina Pereira Pinto, com Francina Figueiredo Damasceno, filha de Antonio Sabino Damasceno Ferreira e Purcina Padilha Figueiredo
6 set 1853 – nasce Rita Firmina Machado de Almeida, filha de Joaquim Antonio Machado e Rita Balbina de Almeida
11 set 1880 – casamento de Sebastião Batista de Paula, filho de Francisco Batista de Paula e Messias Maria de Jesus, com Maria Amélia Simplício da Cunha, filha de Simplicio Rodrigues da Cunha e Floriana Carolina de São José
11 set 1903 – nasce Antonio de Almeida Ramos, filho de Honório Augusto Almeida Ramos e Ana Galvão
13 set 1927 – nasce Jorge Andrade Neto, filho de Manoel Andrade Neto e Laudelina Pereira
14 set 1861 – nasce Balbina Martinha de Jesus, filha de José Maria Neto e Ana Martinha de Jesus
17 set 1881 – casamento de Moisés Antonio de Menezes, filho de Antonio José de Menezes e Joaquina Margarida, com Rita Firmina de Gouvêa, filha de Antonio Justiniano de Gouvêa e Rita Inácia de Moraes
20 set 1902 - casamento de Francisco D' Almeida, filho de Lino José de Almeida e Antonia Carolina Pereira Pinto, com Luiza Eugênia Botelho, filha de Eugênio Botelho Falcão e Maria Amélia Botelho
20 set 1904 – nasce Paulino de Andrade Neto, filho de Paulino de Andrade Neto e Júlia Tereza Ferreira Neto
21 set 1857 – nasce Mariana Antonia de Almeida, filha de Severino José Machado e Maria Antonia de Jesus
26 set 1879 – nasce João Clemente de Sá (neto), filho de João Clemente de Sá Filho e Mariana Vasquez de Miranda
27 set 1880 – nasce João, filho de José Joaquim de Bittencourt e Castro e Tereza Carolina Duarte e Castro
01 Setembro 2007
1º de Setembro de 1835
Foi proprietário da Fazenda Laranjeiras, em sociedade com seu irmão Ignacio Ferreira Brito, além de um sítio desmembrado da Fazenda Serrote, outro sítio que antes fizera parte da Fazenda Boa Vista e de uma parte da Fazenda Bocaina da qual foi herdeiro. Era conhecido como Coronel Chiquinho Ferreira
Em 1851 foi um dos eleitores da Assembléia na qual foram iniciados os procedimentos para a emancipação do Feijão Cru três anos mais tarde. Em 1875 foi eleito Juiz de Paz de Conceição da Boa Vista. No ano seguinte, foi qualificado com um dos moradores elegíveis do mesmo distrito.
Em 1884 tornou-se Membro da Comissão Permanente do Club da Lavoura de Conceição da Boa Vista, sociedade de fins econômicos então criada, e em 1899 foi eleito Presidente do Conselho Distrital de Recreio.
Foi casado com Messias Rodrigues Gomes, filha de Antonio Rodrigues Gomes Filho e Rita Esméria de Almeida, com quem teve os filhos Manoel Ferreira Brito (neto), Eleotéria, Francisco Honório, José Celestino e Antonio Pedro Ferreira Neto.
Faleceu em 1899, tendo sido sepultado no Cemitério de Recreio no dia 25 de setembro.
26 Agosto 2007
24 Julho 2007
Pioneiros de Conceição da Boa Vista
Quando nos dedicamos ao estudo das famílias pioneiras de nossa região, corremos o risco de buscar um modelo único, pessoas que se assemelhem por um conjunto de elementos que estariam presentes na vida da comunidade como um todo. Mas tal simplificação é impossível. O ser humano é sempre único em suas características pessoais e acreditamos que na multiplicidade está a riqueza maior. Por esta razão, estabelecemos um desafio para nossos estudos: investigar o que for possível sobre a trajetória das pessoas que, ao se transferirem para a nossa região, construíram uma identidade coletiva especial, legando-nos um passado específico, só nosso, que se comunica com a história de outros lugares e ao mesmo tempo deles nos distingue.
Não temos a pretensão de construir um trabalho de grandeza inquestionável. Pelo contrário, queremos apenas reunir, aqui neste blog, o que nos foi possível apurar até então. Através da vida de nossos antepassados, buscamos vislumbrar um pouco da generalidade e da singularidade, das demandas e contingências que os afetaram e que, por isto mesmo, são as colunas de sustentação da nossa história.
Muitos são os nomes de pioneiros esquecidos. A distância no tempo apagou memórias familiares. Nos tempos atuais já não cultivamos o agradável “proseado” com nossos parentes mais velhos. E perdemos, assim, a oportunidade de ouvir os “causos” deliciosos que os narradores mais antigos mantinham vivos pela oralidade.
Pesquisando a documentação ainda existente, descobrimos nomes de pessoas que desbravaram a serra dos Monos, abriram áreas de cultivo nas nascentes de nossos ribeirões, decidiram a rota dos caminhos que foram abertos e mais tarde, quando as bases da povoação já estavam bem definidas, provavelmente afastaram-se da vida pública e seus nomes caíram no esquecimento.
Como terá sido, por exemplo, a família que recebeu o número 71 no Mapa de Habitantes de 1838? Sabemos apenas que era chefiada por Ana Joaquina, mulher solteira, de 30 anos, que vivia com os filhos Francisca, Manoel, Lucinda e Laura. O pai das crianças seria um tropeiro que passava tanto tempo longe de casa a ponto de não ser computado entre os moradores locais? Ou seriam nativos? Mas como, se a história nos diz que os índios viviam agrupados, em formações familiares diferentes das famílias nucleares que habitualmente conhecemos?
E a família número 75, chefiada por Antonio Valentim, casado, 32 anos? O Mapa de Habitantes informa que ele era casado com Tereza Maria de 20 anos em 1838. Com o casal vivia o filho João, de 1 ano. A mesma casa abrigava também um provável irmão de Antonio chamado Fortunato Valentim, de 26 anos, casado com Luzia Maria, 19 anos. Todos eram lavradores e analfabetos.
Estes são apenas dois exemplos de famílias que sabemos terem habitado o Curato de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista nos pródomos da nossa história. Embora nada mais saibamos sobre eles, decidimos registrar-lhes os nomes como forma de agradecer-lhes por aqui estarem quando o povoamento começou.
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21 Julho 2007
A Questão dos Limites e o Registro de Terras
Neste mapa de 1856, de Masson & Gomes, do lado superior esquerdo destacamos em vermelho a então divisa entre Rio e Minas na região de nosso interesse. Sombreamos de amarelo o nome da cidade de Leopoldina, para auxiliar a localização.
Nesta outra carta, de Alexandre Speltz datada de 1885, sombreamos em amarelo os nomes das cidades de Leopoldina e Santo Antônio de Pádua.
Esta terceira imagem foi composta a partir de mapa contemporâneo, para destacar em verde a área de litígio entre 1833 e 1843. Acrescentamos, em lilás, o destaque para a região que continuava em disputa entre 1882 e 1907, envolvendo Palma e Miracema.
Chamamos a atenção para dois pontos no estado do Rio de Janeiro: Santo Antônio de Pádua e Itacocara. Consultamos os Registros de Terras de 1856 destas duas localidades em busca dos proprietários que teriam declarado suas posses como a elas pertencentes.
Encerramos este post com uma composição a partir de imagem do Google Maps, destacando em verde a sede do município de Recreio e o território limítrofe com Santo Antônio de Pádua, divisa que esteve bem mais à direita quando da formação do Curato de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista.
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