A Questão dos Limites e o Registro de Terras

Em nossos estudos sobre a disputa de território entre as então províncias de Minas e Rio, utilizamos diversos tipos de documentos. Entre eles, cartas geográficas e os Registros de Terras.
Neste mapa de 1856, de Masson & Gomes, do lado superior esquerdo destacamos em vermelho a então divisa entre Rio e Minas na região de nosso interesse. Sombreamos de amarelo o nome da cidade de Leopoldina, para auxiliar a localização.


Nesta outra carta, de Alexandre Speltz datada de 1885, sombreamos em amarelo os nomes das cidades de Leopoldina e Santo Antônio de Pádua.

Esta terceira imagem foi composta a partir de mapa contemporâneo, para destacar em verde a área de litígio entre 1833 e 1843. Acrescentamos, em lilás, o destaque para a região que continuava em disputa entre 1882 e 1907, envolvendo Palma e Miracema.

Chamamos a atenção para dois pontos no estado do Rio de Janeiro: Santo Antônio de Pádua e Itacocara. Consultamos os Registros de Terras de 1856 destas duas localidades em busca dos proprietários que teriam declarado suas posses como a elas pertencentes. Em Santo Antônio de Pádua, então pertencente a São Fidélis, encontramos fazendas que mencionam acidentes geográficos hoje pertencentes a Recreio, nas proximidades do rio Pomba. Já em São José da Leonissa da Aldeia da Pedra, hoje Itacocara, observamos que os declarantes eram proprietários mais ao sul, próximo das atuais divisas entre Pirapetinga, Recreio e Santo Antônio de Pádua.

Encerramos este post com uma composição a partir de imagem do Google Maps, destacando em verde a sede do município de Recreio e o território limítrofe com Santo Antônio de Pádua, divisa que esteve bem mais à direita quando da formação do Curato de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista.

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